Medo. Medo é uma espécie de garra que tem a particularidade de nos sufocar.
Garra essa que se entranha nas nossas gargantas e nos impede de gritar.
Silêncio. Existem tantas palavras por terminar no silêncio…
Uma queda. Não durará mais do que uma queda em nós.
Por isso choramos por dentro e acumulamos lágrimas.
Depois o silêncio domina-nos e não conseguimos emitir qualquer tipo de som, pois temos a garra do medo entranhada em nós.
As palavras são uma espécie de lâminas, com um odor próprio e intenso.
Conseguem ser violentas, precisas e grotescas.
E para quê falar de raiva, impotência ou frustração, quando estas três são uma espécie de nó que se faz e desfaz aparentemente do nada?
A única solução é deixarmos-nos embriagar em nós próprios.
Deixarmo-nos embalar em pérfidas fantasias.
Subtis alucinações alojadas no nosso imaginário mais sombrio e tenebroso.
Texto: Catarina Santos
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